A Serra Gaúcha costuma ser associada a chocolate, vinho e arquitetura europeia. Existe um município no caminho de Gramado que fugiu completamente desse roteiro e construiu sua fama sobre duas coisas improváveis: budismo tibetano e descida de rio em bote. Três Coroas, no Vale do Paranhana, reúne as duas em poucos quilômetros.
O que um centro budista tibetano faz no interior do Rio Grande do Sul?
Ocupa o topo de uma montanha desde meados dos anos 1990, por escolha de um mestre que se encantou com a serra. Segundo o portal oficial de turismo do Rio Grande do Sul, o Centro Budista Chagdud Khadro Ling foi fundado pelo mestre Chagdud Tulku Rinpoche, reconhecido por sua realização espiritual, sabedoria e compaixão.
A intenção declarada nunca foi restringir o acesso a praticantes. O órgão estadual registra que, ao construir o centro, o mestre expressou o desejo de que o local não fosse apenas propício à prática do budismo tibetano, mas também um ambiente onde pessoas de quaisquer crenças pudessem encontrar paz, tranquilidade e bem-estar.
O que o rio que corta a cidade oferece a quem procura adrenalina?
Corredeiras em nível técnico suficiente para competição internacional. Conforme o portal oficial de turismo do Rio Grande do Sul, o Parque das Laranjeiras fica em um trecho de Mata Atlântica preservada, e o Rio Paranhana apresenta ali corredeiras de nível II e III, ideais para canoagem, rafting e duck.
Esse perfil transformou o município em endereço de esportes aquáticos. O relevo acidentado das margens permite também rapel, tirolesa, arvorismo e mountain bike, o que faz do vale um destino procurado o ano inteiro, e não apenas na alta temporada da serra.

O que ver na cidade em um fim de semana?
O roteiro combina montanha, rio e centro urbano em distâncias curtas. Confira o que estrutura a visita:
- Templo Khadro Ling: conjunto de construções ornamentadas no alto da montanha, com visitação aberta ao público.
- Parque das Laranjeiras: área de aventura às margens do Paranhana, com camping, pousada e trilhas.
- Rafting no Rio Paranhana: descida em botes infláveis pelas corredeiras que deram fama ao município.
- Ponte coberta: construção junto ao centro, com vista para o rio, citada pelo material turístico local.
- Casas em enxaimel: herança da colonização alemã espalhada pelo centro e pela zona rural.
- Comércio de calçados: o município integra a região produtora de calçados do vale, com lojas de fábrica.
O vídeo do canal Só por viajar, com mais de 10 mil visualizações, apresenta a cidade de Três Coroas (RS), na Serra Gaúcha, destacando como principais atrações o Templo Budista Khadro Ling, a forte vocação para esportes radicais como rafting e canoagem no Rio Paranhana, e a influência da colonização alemã e italiana na cultura local.
Como é o clima em Três Coroas ao longo do ano?
O vale tem chuva bem distribuída e quatro estações definidas, com inverno frio e verão quente. Veja como o ano se comporta em Três Coroas:
Médias de chuva com base no Climatempo. As condições variam de um ano para outro pela influência do El Niño, da La Niña e de outros fenômenos, então vale conferir a previsão atualizada antes da viagem.
Como se chega ao Vale do Paranhana?
O acesso principal é pela RS-115, a mesma estrada que liga a região metropolitana a Gramado e Canela. São cerca de 100 km desde Porto Alegre e pouco mais de 25 km desde Gramado, o que permite incluir o município em roteiros já planejados para a serra.
Os parques ficam fora da sede. As áreas de aventura estão na zona rural, a poucos quilômetros do centro, com acesso por estradas vicinais, e o templo exige subida pela montanha até o portão de entrada.
Conheça a cidade gaúcha que mistura meditação e corredeira
O contraste é o que define o lugar. Em um mesmo dia dá para descer o rio em um bote e, algumas horas depois, subir a montanha para percorrer em silêncio um conjunto de construções erguidas segundo tradições artísticas do Tibete.
Olá, sou Romero Bachman, fundador e autor principal do Curiositando. Minha jornada começou com a ideia de criar um espaço online dedicado a abordar as questões mais curiosas do nosso cotidiano e que podem impactar em nossas vidas.






