Dois modelos explicam o tombo. O Geely EX2 caiu 53,1%, de 5.804 para 2.724 unidades, e o BYD Dolphin recuou 38,7%, de 6.740 para 4.132. Juntos, são 5.688 emplacamentos a menos, mais do que a queda de todo o segmento (4.920).
Sem os dois, o mercado teria crescido. Os demais elétricos somaram alta de 5,3%, puxados pelo BYD Dolphin Mini, montado em Camaçari (BA), que bateu recorde com 9.385 unidades.
Lista de reservas
Em nota ao UOL Carros, a Geely afirmou que, “devido à alta demanda, os pedidos do Geely EX2 em determinadas cores e versões estão sendo atendidos por meio de lista de reservas, seguindo a ordem de chegada, com as entregas previstas para começar em dezembro”.
A fila não é nova: em maio, concessionárias já falavam em esperas de até 90 dias. Em fevereiro, os emplacamentos do EX2 também marcaram forte redução, justamente pela falta de unidades disponíveis. A expectativa é que, a partir de dezembro, a situação melhore com a produção nacional do hatch em São José dos Pinhais (PR), em parceria com a Renault.
A reportagem ainda constatou filas para o BYD Dolphin, também importado da China, com concessionários dando prazos de entrega na casa de 30 dias. A montadora credita a situação a uma “demanda maior do que o previsto” para o Dolphin GS.
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