Jeep Avenger nacional, novo Tank 300 e mais

Jeep Avenger nacional, novo Tank 300 e mais


Nesta edição do Semana Motor1.com Brasil, a Jeep iniciou a produção nacional do Avenger em Porto Real (RJ), trazendo o motor 1.0 turbo T200 com sistema híbrido-leve de 12V herdado do Pulse. Logo na sequência, a GWM revelou na China o visual renovado do parrudo Tank 300, que ganhou atualizações visuais profundas, suspensão multilink e evoluções na motorização híbrida plug-in.

A semana também trouxe movimentações curiosas das marcas chinesas, a começar pela BYD, que tirou o recém-lançado Sealion 07 de linha em seu mercado doméstico para torná-lo um produto exclusivo de exportação. Em contrapartida, informações apontam que a Nissan deixará de importar o Sentra do México para substituí-lo por um inédito sedã elétrico chinês feito com a DongFeng. Para fechar, a Fiat lançou as séries limitadas de 50 anos para Fastback e Toro, a Zontes estreou no mercado a scooter 368G e o Leapmotor B03X começou a ser vendido na Europa de olho no público brasileiro.

Jeep Avenger começa a ser produzido com eletrificação de Fiat Pulse, não do Renegade
Uma das marcas que mais perdeu mercado com a chegada das chinesas, a Jeep começa a produção do Avenger no Brasil. Novo modelo de entrada da marca, foi apresentado na Europa em 2022 e só agora estará em nosso mercado, mas com diversas simplificações na comparação com o carro do Velho Continente.

A produção acontece em Porto Real (RJ), planta que ficou conhecida por anos como a fábrica da Peugeot e Citroën, hoje operando apenas com C3, Basalt e Aircross e que, com a chegada do Jeep, deve voltar a ter um modelo que realmente emplaque bom volume – no primeiro semestre de 2026, a Citroën colocou apenas 17.501 carros nas ruas, considerando inclusive os comerciais que não nascem no Rio de Janeiro.

Sobre o Avenger, será o primeiro Jeep a não ter opção de tração 4×4 ou integral no Brasil. Diferente de Renegade, Commander e, em breve Compass, o Avenger chegará com a eletrificação mais leve possível. O motor 1.0 turbo T200 adota o sistema híbrido-leve de 12 volts, o mesmo usado em Fiat Pulse e Fastback e Peugeot 208 e 2008, e diferente do sistema de 48 volts aplicado nos irmãos maiores. Na Europa, o Jeep Avenger é equipado com um sistema MHEV de 48 volts, além da versão elétrica que permite que o SUV tenha tração integral.

O lançamento acontece em agosto. Com isso, o Jeep Avenger chegará para enfrentar uma turma como VW Tera, Chevrolet Sonic, Renault Kardian e o próprio Fiat Pulse, mas detalhes como a eletrificação devem o colocar em uma faixa de preço superior, principalmente em versões topo de linha.

Após alguns flagras em sua terra natal, a GWM revelou as primeiras imagens oficiais do Tank 300. Mantendo sua tradição de visual inspirado em modelos off-road mais parrudos, como Wrangler e Classe G, o SUV agora passa a ter nova dianteira, novas tecnologias de assistência LiDAR e até modificações no chassi.

A partir de agora, o Tank 300 deixa de lado a antiga frente com o logo usado só por ele para adotar as letras TANK, em maiúsculas e por extenso, com um pequeno logo da GWM ao lado direito, na parte superior. Os faróis, apesar de terem mantido o visual arredondado, estão diferentes e também integram os novos refletores, que se estendem pela lateral do carro.

Os para-choques, tanto dianteiro quanto traseiro, continuam a ser em preto fosco, como forma de reforçar o apelo off-road do SUV. Algo um tanto raro em facelifts, a coluna A recebeu modificações para que possa receber acessórios focados no fora de estrada, como iluminação. Já na parte dianteira do teto, há um sensor LiDAR, parte do sistema de assistências Coffee Pilot da chinesa. Não há muitas informações sobre quão avançado ele é e quais serão suas funções, mas a mídia chinesa já adianta que ele conta com assistência de estacionamento automática.

O Tank 300 renovado também está maior, ainda que a GWM não tenha revelado mais dados técnicos de maneira oficial. Segundo informações registradas no Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), está 12 cm mais comprido, passando a contar com 4,88 m de comprimento ante os 4,76 m atuais. Curiosamente, o balanço dianteiro está menor, graças ao redesenho do para-choque. Ele também cresceu em entre-eixos, chegando aos 3,01 m (era 2,75 m), enquanto a largura e a altura são de 1,98 m e 1,93 m, contra 1,93 m e 1,90 m do carro atual.

Veja Também :  Geely EX5 EM-i é aprovado em teste de colisão acima do padrão

Por dentro, ele fica mais próximo, visualmente, dos modelos mais refinados da GWM, como o Wey 07, ao adotar um novo layout para o painel, bem como bancos com couro Nappa. A central multimídia está maior, com 15,6″, e conta com o sistema Coffee OS 3, que disponibilizará mais de 4.000 mapas de rotas off-road. O cluster de instrumentos, por sua vez, continua integrado ao painel, de forma diferente do que ocorre com a linha Haval e com o já citado Wey 07.

A GWM também mexeu na arquitetura do SUV e na suspensão. A dianteira permanece com suspensão independente com braços sobrepostos, mas a traseira deixa de lado o antigo esquema de eixo de torção e passa a adotar braços múltiplos. Sob o capô, também há evoluções no sistema híbrido PHEV. Chamado de Hi4-Z, mantém o motor 2.0 turbo, a gasolina – aqui flex – com injeção direta, mas muda o gerenciamento para otimizar a eficiência energética, bem como adota uma nova bateria de 60 kWh de capacidade no lugar da atual, de 37,1 kWh.

Em outros mercados, ele também conta com uma gama de motores turbodiesel – os mesmos da picape Poer e do Haval H9 – com 49,97 kgfm, bem como um 2.0 e um V6 3.0, ambos turbo, mas com o segundo contando com conjunto híbrido leve. O SUV já está sendo oferecido em modelo de pré-venda na China, mas ainda não tem preços oficiais.

Hoje, parte de cerca de 200.000 yuans, ou cerca de R$ 152.000 em valores atuais. Por aqui, ele é oferecido em versão única, sempre híbrido PHEV, partindo de R$ 342.000, e foi o responsável pela estreia da tecnologia flex em carros da marca vendidos no país. Bom de loja, não deve demorar a receber as modificações feitas por lá, visto que o modelo atual é importado da China.

Lançado em maio, o primeiro SUV cupê da BYD no Brasil, o Sealion 07, já começou a dar adeus ao seu mercado de origem. A medida segue a mesma estratégia adotada com o Song Plus, que deixou de ser oferecido nas concessionárias chinesas para concentrar sua produção apenas no atendimento a mercados externos. Segundo o CarNewsChina, a decisão foi tomada pela mudança rápida de preferência do consumidor chinês, que vem priorizando massivamente os modelos híbridos da linha DM-i, do tipo plug-in (PHEV). A fabricante também aproveita para fazer uma reorganização em seu portfólio na linha Ocean, considerada grande demais até para os padrões locais.

Junto do Sealion 07, quem também teve as linhas de montagem interrompidas para atualizações profundas de plataforma foi o SUV Tan (chamado localmente de Tang L), que concluiu sua fase atual de produção em abril, mas retornará com nova arquitetura, uma evolução da e-Platform 3.0 Evo. Os dois, vale reforçar, entram em uma nova fase agora focada só em mercados externos e, no caso do SUV cupê, com foco na Europa e na América do Sul. É o que já aconteceu com o Song Plus, sucesso no Brasil e que em breve será feito em Camaçari (BA), ao lado do seu irmão menor, o Song Pro.

Apresentado durante o Salão do Automóvel de 2025, o BYD Sealion 07 chegou ao Brasil posicionado acima do sedã Seal. Com destaque para seus 531 cv, o SUV é conhecido como uma variação do sedã e chega ao nosso mercado para se aproveitar da boa fama que o Seal conquistou. Visualmente, são semelhantes e fazem parte da identidade Ocean-X. Na dianteira, os faróis remetem ao Seal e ao Song Plus, enquanto a traseira segue a moda das lanternas interligadas em LEDs, além da estética esportiva com apliques aerodinâmicos e as rodas de 20”.

Em dimensões, o BYD Sealion 07 tem 4,83 m de comprimento, 2,93 m de entre-eixos, 1,62 m de altura e 1,92 m de largura. É maior que o Seal e, por ser um SUV, oferece maior espaço interno e porta-malas de 500 litros no tradicional e extras 58 litros no compartimento dianteiro. No conjunto mecânico, o Sealion 07 é vendido no Brasil em configuração única. São dois motores elétricos, um em cada eixo, formando um sistema de tração integral (AWD) com 531 cv de potência e 70,3 kgfm de torque. Segundo os dados oficiais, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e tem velocidade máxima de 215 km/h.

Veja Também :  Os Teslas que tornaram os veículos elétricos desejáveis ​​estão desaparecendo em relativa indiferença

A energia vem de uma bateria Blade (LFP) de 82,5 kWh, com autonomia declarada de até 360 km no ciclo PBEV/Inmetro, número que tende a ser maior no uso real. Em corrente contínua (DC), o modelo aceita carregamento de até 150 kW, permitindo recuperar de 30% a 80% da bateria em cerca de 30 minutos, segundo a fabricante. Por dentro, há uma tela de 15,6”, painel digital de 10,25”, Head-up Display, teto panorâmico e sistema de som Dynaudio com 12 alto-falantes. Há ainda tecnologia V2L, capaz de alimentar equipamentos externos usando a energia do carro. Por R$ 339.990, tem equipamentos como sistema de som Dynaudio e pacote ADAS completo.

Com linha bem enxuta de veículos, a Nissan do Brasil se prepara para mais uma baixa em breve. Segundo informações de Jorge Moraes, colunista da CNN, o sedã médio Sentra, oferecido por aqui desde 2004, não terá novos lotes importados do México. O modelo, rival histórico de Corolla e Civic, já não emplaca bem há algum tempo. Em 2026, foram cerca de 341 unidades durante o primeiro semestre do ano, contra 13.025 do Toyota. As mudanças da categoria, que tem priorizado cada vez mais carros eletrificados, como o BYD King, os altos custos de importação e a própria mudança de gosto do consumidor, cada vez mais afeito aos SUVs, pesaram na conta.

Importado, o Sentra ainda presente nas lojas é oferecido em duas versões diferentes, a Advance, de R$ 174.490 e a Exclusive, de R$ 198.790. Mecanicamente, todas dispõem sob o capô do mesmo propulsor 2.0 aspirado a gasolina. Com duplo comando variável e injeção direta, o propulsor desenvolve 151 cv de potência e 20 kgfm de torque. O câmbio é sempre automático do tipo CVT com simulação de 8 marchas.

Revelada no fim de 2025, a nova encarnação do sedã até chegou a ser vista em testes por aqui, mas foi descartada em nome de outro sedã, desta vez de origem chinesa. Como a oitava geração é mais evolutiva do que revolucionária, entendeu-se que ele não teria apelo suficiente contra sua nova concorrência, com modelos híbridos, PHEV e até elétricos na faixa dos R$ 160 a R$ 260 mil.

O escolhido para seu lugar, ao que tudo indica, será o sedã chinês N7, feito em parceria com a chinesa DongFeng. Ele já foi visto em testes na região e faz parte do plano estratégico que a japonesa vem traçando para acelerar o processo de eletrificação em países como o Brasil e outros da América Latina. Ele foi mostrado, em meados de 2025, para um pequeno grupo de jornalistas convidados pela Nissan para o Japan Mobility Show, incluindo o Motor1.com Brasil.

Na ocasião, o próprio CEO global da japonesa, Ivan Espinosa, deu ênfase a que ele representa essa nova filosofia de produtos. Vale lembrar que o fim da oferta do Sentra não significa, também, o fim dos Nissan originais na categoria de médios: o X-Trail híbrido chegará até 2027 para ocupar o posto de SUV médio da marca.

A Fiat iniciou as comemorações pelos seus 50 anos de atuação no Brasil com o lançamento de duas séries especiais limitadas. Baseadas nas versões híbridas-leves Toro Volcano e Fastback Impetus, as edições 50 Anos terão produção restrita a 550 unidades de cada modelo e chegam às concessionárias a partir de 9 de julho. A estratégia, contudo, aposta em maquiagem visual para celebrar o meio século no país. Sem novidades em motorização ou equipamentos inéditos, as séries trazem apenas o nível máximo de opcionais das duas versões. Os preços serão de R$ 181.480 para o SUV cupê e R$ 202.480 para a picape.

A edição comemorativa da Toro utiliza como base a versão Volcano Hybrid, equipada com o sistema híbrido-leve de 48 volts associado ao motor Turbo 270 Flex (176 cv / 27,5 kgfm) e câmbio automático de seis marchas. A Fiat promete reduzir o consumo de combustível em até 12% e diminuir as emissões de CO₂ em cerca de 11% em relação à versão puramente flex.

Veja Também :  Os 5 carros japoneses mais caros do Brasil em 2026

Visualmente, a série traz a pintura inédita cinza Maximum Steel, teto pintado de preto, rodas e grade escurecidas e adesivos laterais novos. Por dentro, o interior recebe acabamento diferenciado com revestimento em suede nos forros dianteiros, bancos com costuras em verde e bordado “Fiat 50”, badge numerado e iluminação personalizada “Welcome Cluster 50 Anos”.

No caso do Fastback 50 Anos, a base é a versão Impetus Hybrid, que adota o conjunto T200 Hybrid (1.0 turbo flex de 130 cv e 20,4 kgfm) associado ao sistema híbrido-leve de 12 volts e câmbio CVT. Entre as novidades está a inclusão do teto solar panorâmico fixo de vidro. O visual externo é completado por adesivos alusivos no teto e nas laterais, além dos emblemas da edição. No interior, o SUV cupê ganha bancos com costuras verdes e o bordado “Fiat 50”, acabamento em suede nos forros de porta dianteiros e o badge numerado no console.

A Zontes amplia sua gama de scooters no Brasil com o lançamento da 368G, modelo de proposta aventureira que chega para disputar espaço entre as scooters de média cilindrada e baseada na Zontes 350E, que segue em linha. A novidade estreia com preço público sugerido de R$ 45.800 (sem frete) e aposta em uma lista de equipamentos pouco comum no segmento, incluindo câmeras dianteira e traseira integradas, painel TFT de 8″, conectividade via aplicativo, acelerador eletrônico, piloto automático e controle de tração.

A 368G traz visual inspirado nas big trails, rodas raiadas com pneus sem câmara e maior aptidão para enfrentar pisos irregulares. O modelo também se destaca pelo amplo espaço sob o banco para dois capacetes fechados, além de oferecer 6 portas USB distribuídas pela moto. O motor monocilíndrico de 367,6 cm³ entrega 39 cv de potência a 7.500 rpm e 4,0 kgfm de torque a 6.000 rpm, associado a uma transmissão automática CVT.

A ciclística combina um chassi de aço reforçado com suspensão dianteira Marzocchi telescópica invertida e braço oscilante com dois amortecedores hidráulicos na traseira. O sistema de freios utiliza discos ventilados e flutuantes nas duas rodas, com ABS, sendo que o ABS traseiro pode ser desligado para utilização na terra. O conjunto de conveniência inclui bolha com regulagem de altura, guidão ajustável, iluminação full LED com faróis auxiliares de fábrica e partida sem chave.



Leapmotor B03X - Salão de Pequim

Foto de: Motor1 Brasil

A Leapmotor abreu oficialmente os pedidos do novo B03X na Europa, mas a novidade também chama a atenção do mercado brasileiro. Apresentado ao Motor1.com durante o Salão de Pequim, o SUV elétrico compacto segue em avaliação para o Brasil e pode entrar justamente na faixa de preços que vem concentrando lançamentos e promoções entre os carros elétricos: cerca de R$ 150 mil. Na Europa, o modelo parte de 24.900 euros, o equivalente a aproximadamente R$ 147,4 mil na conversão direta.

O que você pensa sobre isso?

Com 4,27 metros de comprimento e entre-eixos de 2,605 metros, o B03X utiliza a arquitetura Cell-to-Chassis (CTC 2.0 Plus), que integra a bateria à estrutura do veículo. Na Europa, o SUV será oferecido com duas opções de bateria (LFP): uma de 39,8 kWh (292 km de autonomia no ciclo WLTP) e outra de 53,0 kWh (382 km). O motor elétrico dianteiro entrega 197 cv e 20,5 kgfm de torque, fazendo de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos.

Durante o Salão de Pequim, em abril, a marca afirmou que o SUV faz parte da lista de modelos estudados para o mercado brasileiro, mas ressaltou que ainda não havia uma decisão definitiva sobre sua comercialização. Caso seja confirmado para o Brasil, o B03X chegaria justamente ao segmento que vem se consolidando como o novo ponto de equilíbrio do mercado nacional de carros elétricos, reunindo hoje nomes como GAC Aion UT, BYD Dolphin e GWM Ora 03.

Deixe um comentário