“Dá para mexer em carro elétrico, mas custa caro”, diz especialista

“Dá para mexer em carro elétrico, mas custa mais caro”, diz especialista em entrevista - Canva


A preparação e a reprogramação eletrônica de motores são práticas consolidadas no universo dos veículos a combustão, mas começam a ganhar espaço no segmento de veículos eletrificados. Em entrevista concedida ao podcast da revista Quatro Rodas, o preparador automotivo Ricardinho ACF compartilhou a experiência de alterar parâmetros do hatch elétrico Geely EX2 para o Festival Interlagos. Durante a conversa, o especialista destacou a viabilidade técnica da modificação, ressaltando que “Dá para mexer em carro elétrico, mas custa mais caro do que no a combustão” devido à complexidade dos componentes envolvidos.

O projeto conceitual, desenvolvido em parceria direta com a fabricante chinesa, serviu para demonstrar que é possível extrair mais potência e torque imediato de um conjunto elétrico original. Segundo o preparador, a lógica de acerto dinâmico guarda semelhanças com a calibração tradicional, mudando principalmente a forma como a energia e o calor são administrados pelo sistema. A margem de segurança deixada pelas montadoras para evitar superaquecimentos em uso prolongado permite retrabalhar os picos de descarga de energia em uso severo de curta duração.

Gerenciamento térmico e gargalos técnicos na preparação

Durante o bate-papo no podcast da Quatro Rodas, o especialista comparou as exigências de arrefecimento dos dois tipos de propulsão. “Quando a gente fala de limite, por exemplo, da calibração do motor de combustão interna, quando a gente homologa um motor, cada montadora tem os seus limites”, explicou o preparador ao detalhar que um carro elétrico passa pelos mesmos testes de resistência. Em uma utilização de pista de curta duração, como uma bateria de drift de dez minutos, a folga operacional da bateria pode ser explorada para entregar maior rendimento.

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No entanto, o aumento na descarga elétrica exige um controle rigoroso sobre a dissipação do calor do sistema de alta tensão. Assim como o aumento de pressão de um turbo em propulsores convencionais exige trocadores de calor mais eficientes para evitar quebras, a alteração em modelos elétricos demanda um sistema de refrigeração reforçado para que o conjunto suporte os picos de energia sem degradar as baterias ou danificar o motor elétrico.



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